EDITORIAL


Não é necessário olhar atentamente no horizonte para vislumbrar mais um Natal e um Novo Ano que adivinhamos nos ultrapassem antes que finalizemos o saborear da última gota de espumante.

Antes que ouçamos o bonacheirão Pai Natal e entranhemos o espírito da época, naveguemos um nadinha pelo mês de novembro do QUATRO de Artilharia.

Na tradição militar o Regimento empenhou-se num extenso périplo de cerimonial de homenagem e evocação aos militares e ex-militares já falecidos, ao assinalar-se o Dia dos Fiéis Defuntos, também conhecido como Dia dos Finados, ou Dia dos Mortos, ou das Almas que, registe-se, não é o mesmo que o Dia de Todos os Santos.

Algures pelo século V a Igreja passou a dedicar um dia para rezar pela alma e expiação dos pecados das almas de todos os falecidos por quem ninguém rezava. Nunca tropecei na evidência, mesmo à distância, mas no México parece que é um acontecimento colorido e de projeção turística mundial.

Uma semana e pouco depois novo cerimonial de evocação, desta feita por força de mais um aniversário da assinatura do Armistício da Grande Guerra. Cerca de 20 milhões de vítimas, duas vezes a população de Portugal.

E na janela entre momentos de cerimonial de homenagem e evocação, a Artilharia do Lis, e em concreto o Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada de Reação Rápida, treinou como todos por cá desejaríamos acontecesse mais amiúde, e mais completo, com o último Exercício TROVÃO do ano, que por coincidência culminou o período de formação de mais alguns concidadãos da classe de Praças como Operadores de Boca de Fogo 10.5 Rebocada, recursos humanos com as competências imprescindíveis ao cumprimento da missão orgânica daquele Grupo de Artilharia.

Novembro tem no seu acervo o Dia de Fibonacci, famoso pela sequência com o mesmo nome, que segundo consta já era conhecida desde a antiguidade, e o matemático italiano explicou-a e divulgou-a. É uma pena não se conseguir aplicar a sequência de Fibonacci a cada militar colocado no Regimento, embora na maior parte das vezes até parece que o estamos a fazer.

Ex-militares houve que, em nome do Exército, das Forças Armadas e do país, o Regimento homenageou em vida, cidadãos com memória, e com memórias! Da vida, e de vida, foram também as promoções, o simulacro de sismo, e o início do envolvimento com a InPulsar, entre muitos outros eventos e momentos que conduziram os militares e trabalhadores civis do Regimento de Artilharia N.º 4 pelo mês, em que há 44 anos podia ter ficado definido um curso da História de Portugal, suposta e substancialmente diferente daquele que hoje se vive.

Aos nossos camaradas de armas e trabalhadores civis das Forças Armadas, aos seus familiares, e a todos quantos nos dão o prazer, e a motivação para continuar, por irem sabendo de nós com a leitura e visualização deste veiculo de comunicação, os FORTES E LEAIS desejam um período natalício que fique inscrito nas melhores memórias, e um Novo Ano que confirme as expectativas mais desejadas!



Carlos Manuel da Silva Caravela
Coronel de Artilharia

NOTÍCIAS


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“FORTES E LEAIS” NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO EXÉRCITO

O Regimento de Artilharia N.º 4 integrou as comemorações do Dia do Exército, que decorreram entre os dias 21 e 27 de outubro de 2019, em particular nas Atividades Militares Complementares, na Cerimónia Militar e consequente desfile militar motorizado, e ainda na demonstração de capacidades, que tiveram lugar na Cidade de Setúbal.

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EXERCÍCIO "TROVÃO 192"

No período de 28 de outubro a 06 de novembro de 2019, o Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) 10,5 Rebocado, do Comando da Brigada de Reação Rápida (BrigRR), sedeado no Regimento de Artilharia N.º 4 (RA4), preparou e conduziu o exercício setorial TROVÃO 192, no RA4 e no Polígono de Tiro do Regimento de Artilharia N.º 5 (RA5) em Vendas Novas.

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EXERCÍCIO "APOLO 19"

No período de 28 a 31 de outubro de 2019, o Regimento de Artilharia N.º 4 acolheu nas suas instalações o Comando e Estado-Maior da Brigada de Reação Rápida, que levou a efeito o seu exercício APOLO 19. O exercício decorreu sob a forma de Command Post Exercise (CPX) – Battle Staff Training (BST),

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DESPEDIDA DO 1.º CABO PIRES DE OLIVEIRA

Em 31 de outubro de 2019, na Biblioteca do Regimento de Artilharia N.º 4, teve lugar a Cerimónia de Despedida da Unidade, do Primeiro-Cabo em Regime de Contrato Bruno Miguel Pires de Oliveira, tendo o Comandante do Regimento agradecido publicamente o profícuo contributo para a Unidade, desejando-lhe, em nome de todos os militares e trabalhad

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DIA DE FINADOS

O Exército, através do Regimento de Artilharia N.º 4, apoiou a Liga dos Combatentes na área da região de Leiria, na evocação do dia de Finados, em 02 de novembro de 2019. O cerimonial evocativo teve lugar, em momentos diferenciados, nos cemitérios de Leiria, Marinha Grande, Batalha e Quiaios, e contou com uma Secção de Guarda de Honra do Regimento

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ENTREGA DA "CARTA DE CURSO" AO ALF ART ROMÃO PEREIRA

Em 6 de novembro de 2019 teve lugar no Auditório Marquês Sá da Bandeira no Aquartelamento da Academia Militar em Amadora, a Cerimónia de Abertura Solene do ano letivo de 2019/2020. Presidiu S. Exa. o Ministro da Defesa Nacional a que aderiram demais altas autoridades civis, militares e académicas, entre muitos outros ilustres convidados.

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17.º CONVÍVIO DE ANTIGOS MILITARES DA 1ª BATARIA DE BOCAS DE FOGO

O Exército acolheu no passado dia 09 de novembro de 2019, no Regimento de Artilharia N.º 4, o 17.º almoço convívio de antigos militares que integraram a 1.ª Bataria de Bocas de Fogo do Grupo de Artilharia de Campanha da então Brigada Aerotransportada Independente, com a responsabilidade do seu planeamento, organização e execução pelos Cabos Adjuntos Paraquedistas na Reserva de Disponibilidade Rui Guedes, Henrique Couto e Hélder Pereira.

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101.º ANIVERSÁRIO DO ARMISTÍCIO DA I GUERRA MUNDIAL

O Exército, através do Regimento de Artilharia N.º 4, apoiou a Liga dos Combatentes na evocação do 101.º Aniversário do Armistício da I Guerra Mundial, em 11 e 12 de novembro de 2019. O Regimento projetou uma Secção de Guarda de Honra reforçada por um Clarim da Fanfarra do Exército que prestou as devidas honras militares, no dia 11 na Figueira da Foz, e no dia 12 na Marinha Grande, Batalha e Leiria. O momento da prece pelos nossos

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CERIMÓNIAS DE PROMOÇÃO DE OFICIAIS E SARGENTOS

No dia 12 de novembro de 2019, na Biblioteca do Regimento de Artilharia N.º 4, teve lugar a cerimónia de promoção aos postos de Tenente-Coronel, Capitão, Tenente, Primeiro-Sargento e Furriel, incluindo militares do Quadro Permanente e do Regime de Contrato.

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CERIMÓNIA DE PROMOÇÃO DE CABOS

No dia 13 de novembro de 2019 teve lugar, na parada General Barros Rodrigues, e perante Formatura Geral do Regimento, a Cerimónia de Promoção aos postos de Cabo-Adjunto e Primeiro-Cabo, dois militares no primeiro caso e quatro no segundo. A cerimónia foi presidida pelo Comandante do Regimento, que no final dirigiu algumas palavras às Forças em Parada, e em particular aos militares promovidos, enfatizan

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VISITA DA ASSOCIAÇÃO “*** ASTERISCOS”

O Exército recebeu no Regimento de Artilharia N.º 4, concretamente no dia 14 de novembro de 2019, a visita de alguns concidadãos que integram a Associação ***Asteriscos Leiria (https://www.facebook.com/asteriscosleiria/), em particular uma deputação de praticantes e entusiastas da vertente de boardgaming.

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SOLDADOS DO “4” FREQUENTAM CURSO DE PROMOÇÃO A CABO

O 3.º Curso de Promoção a Cabo 2019, que teve lugar em Unidades da Brigada de Intervenção, a saber Regimento de Infantaria N.º 13, em Vila Real, e Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1, em Queluz, e da Brigada Mecanizada, no Campo Militar de Santa Margarida, decorreu entre 28 de outubro e 15 de novembro do corrente ano.

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EXERCÍCIO "A TERRA TREME"

No dia 15 de novembro, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) realizou em todo o território nacional a iniciativa “A Terra Treme”, que consistiu num exercício público de sensibilização para o risco sísmico. Exército, através do Regimento de Artilharia N.º 4, associou-se à iniciativa através da realização de uma palestra de refrescamento sobre o “Plano de Emergência Interno” da Unidade

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PRIMEIROS-SARGENTOS FREQUENTAM CURSO DE PROMOÇÃO A SARGENTO-AJUDANTE

O 48.º Curso de Promoção a Sargento-Ajudante, que decorreu entre 02 de setembro e 15 de novembro de 2019, contou com a presença de dois militares do Regimento de Artilharia N.º 4. O curso, organizado em duas fases distintas, teve início numa primeira fase na Escola de Sargentos do Exército, na localidade das Caldas da Rainha, e numa segunda fase culminou na Escola das Armas,

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SALVAS DE ARTILHARIA A SUA EXA. O GENERAL CEME

No passado dia 18 de novembro de 2019, o Regimento de Artilharia N.º 4, com a sua Bataria de Salvas, a três Secções equipadas com obuses 8,8 cm M/43, executou 19 salvas de artilharia regulamentares a Sua Excelência o Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, por ocasião da sua visita à Brigada Mecanizada.

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CERIMÓNIA DE IMPOSIÇÃO DE CONDECORAÇÕES A EX-COMBATENTES

O Exército, através do Regimento de Artilharia N.º 4, realizou no dia 20 de novembro de 2019, na Biblioteca do Regimento, uma Cerimónia de Imposição de Condecorações a ex-Combatentes, presidida pelo Comandante do Regimento, que teve por finalidade a imposição de cinco Medalhas Comemorativas das Campanhas relativas ao Teatro de Operações de Angola.

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VISITA DA INPULSAR

O Exército recebeu, no passado dia 20 de novembro de 2019, nas instalações do Regimento de Artilharia Nº 4, a visita da Dra. Carolina Cravo, da Associação para o Desenvolvimento Comunitário – InPulsar (http://www.inpulsar.pt/). A InPulsar é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como objetivos pri

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LANÇAMENTO DO LIVRO "MOÇAMBIQUE – AQUARTELAMENTO AK-47"

No passado dia 21 de novembro de 2019, o Exército tomou parte, através do Comandante do Regimento de Artilharia N.º 4, na mesa de honra da sessão de apresentação do livro Moçambique, Aquartelamento AK-47, da lavra do Engenheiro Carlos Duarte, que teve lugar na Biblioteca Afonso Lopes Vieira, na cidade de Leiria.

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EXERCÍCIO "ARRCADE FUSION 19"

O Regimento de Artilharia N.º 4 contribuiu com um augmentee para o Estado-Maior da Brigada de Reação Rápida, no esforço de participação no exercício ARCADE FUSION 19, a quem foi cometida a responsabilidade pela Célula de Fogos e Efeitos. Aquele exercício decorreu na Royal Air Force Station em St. Mawgan, na Cornualha, Reino Unido, no período de 09 a 26 de novembro de 2019

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5FND/BSAT/RSM

No âmbito da responsabilidade das Forças Armadas no aprontamento dum Contingente Nacional para o Afeganistão inclui-se parte para a School of Artillery, em Cabul, para treino, aconselhamento e assessoria. Conforme determinação superior ficou a Brigada de Reação Rápida responsável como Unidade Organizadora, e o Regimento de Artilharia N.º 4, responsável como a Unidade Mobilizadora,

APOIOS


11 a 22NOV

Cedência temporária de 2 viaturas ligeiras TOYOTA Land Cruiser ao Regimento de Paraquedistas

20 a 27NOV

Cedência temporária de 2 viaturas ligeiras TOYOTA Land Cruiser ao Regimento de Comandos

20 a 30NOV

Cedência temporária de 4 Tendas ao Regimento de Infantaria N.º 14

26 a 27NOV

Cedência temporária da viatura de passageiros TP23 ao Regimento de Infantaria N.º 1

AGENDA


HERÁLDICA


Armas:

Escudo de oiro, um leão de negro, animado, lampassado e armado de vermelho; franco-cantão de vermelho com uma flor de lis de prata.

Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra. Correia de vermelho perfilada de oiro.

Timbre: dois canhões passados em aspa, sustendo um castelo, tudo de prata.

Condecorações: circundando o escudo, o Colar de Oficial da Ordem de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Divisa: Num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir “FORTES E LEAIS”. Simbologia e alusão das peças:

O LEÃO evoca os campos de batalha de Flandres onde, durante a I Guerra Mundial, as Baterias do Regimento de Obuses de Campanha (ROC) praticaram brilhantes feitos de armas e evidenciaram excecional valor, coragem e decisão que o 1.º Grupo de Batarias de Artilharia demonstrou por ocasião da Batalha de 9 de abril, opondo com o seu fogo tenaz resistência ao avanço do inimigo, até ao total esgotamento das suas munições.

A FLOR DE LIS alude à cidade de Leiria onde, em 1926, o ROC e o 2.º Grupo do RA2 originaram o RA4, que no ano seguinte se transformou em Regimento de Artilharia Ligeira N.º 4 (RAL4) e, em 1975, passou a designar-se Regimento de Artilharia de Leiria (RAL).

TIMBRE recorda o ROC de Castelo Branco, origem do RAL e cujo comportamento em combate acresceu lustre e glória ao historial do Exército Português.

A DIVISA “FORTES E LEAIS” exprime a intenção de cultivar em permanência a força de ânimo como fator essencial para poder cumprir com lealdade.

Os esmaltes significam:

O OIRO, a força de ânimo demonstrada nos feitos de armas praticados.

A PRATA, a riqueza do historial do seu comportamento em combate.

O NEGRO, a constância demonstrada nas horas amargas da adversidade.


RESENHA HISTÓRICA


Na sequência da Organização Geral do Exército, ocorrida em 1911, o 1.º Batalhão de Obuses de Campanha adstrito ao Regimento de Artilharia N.º 6, de Gaia, e o 2.º Batalhão de Obuses de Campanha adstrito ao Regimento de Artilharia N.º 5, de Viana do Castelo, vão dar origem, em 1917, ao ROC, na cidade de Castelo Branco.

Em 01 de outubro de 1926, o ROC é transferido para Leiria onde, juntamente com o 2.º Grupo do Regimento de Artilharia N.º 2, já aquartelado nesta cidade nos edifícios do antigo Paço Episcopal, constituem o RA4. Em 29 de junho de 1927 o Regimento recebe a designação de RAL4 continuando no aquartelamento de S. Pedro (antigo Paço Episcopal), junto do castelo. Naquele tempo o RAL4 foi equipado com o Obus 7,5 cm TR m/904. Em 1943, chega ao Regimento o primeiro material de tração auto, o Obus 8,8 cm m/943, rebocado pela viatura MORRIS. Este material coexistia com o Obus 7,5 hipomóvel. Mais tarde, foram substituídos pelos Obuses K e R 10,5 cm/28 m/41 que, com as modificações realizadas em 1952 (nomeadamente no tubo) permanecem na Unidade até 1978.

Entretanto, em 1955, coube ao RAL4 a responsabilidade de construir, para a 3.ª Divisão (SHAPE), no sentido de fazer face aos compromissos internacionais, um Comando de Artilharia Divisionária e os Grupos de Artilharia de Campanha (GAC) 1 e 2. Para este efeito recebeu, a Unidade, um enorme volume de material, nomeadamente de transmissões e cerca de 300 viaturas. Para satisfazer as necessidades de parquear todas elas foi necessário utilizar “as paradas do Quartel do RI7 (Cruz d’Areia) e do antigo Hospital Militar, no convento de S. António dos Capuchos, onde as viaturas ficavam estacionadas roda a roda."

Entre 1955 e 1960, existem diversas referências sobre a participação dos militares do RAL4 em exercícios da Divisão, demonstrando um “elevado grau de especialização e treino, nomeadamente nas especialidades de PCT, Topografia e Transmissões. Ocasiões houve em que praticamente todas as ligações, do Comando da Divisão com as Unidades de manobra, eram asseguradas pelos meios artilheiros presentes.”

No ano de 1961, com o início das operações no Norte de Angola, o RAL4 teve que mobilizar 3 Baterias de Artilharia, com organização tipo infantaria. Foram mobilizadas Companhias de Artilharia: a CArt 101 e a CArt 119, ambas para Angola, e a CArt 178 para Moçambique.

Em 1963, o RAL4 passou a Centro de Instrução Nacional de Amanuenses e Escriturários, os quais, na sua quase totalidade, integravam, depois da instrução, as várias Unidades com destino a Ultramar.

Por ser uma Unidade essencialmente de Instrução, o RAL4 não foi envolvido nos acontecimentos do 25 de abril de 1974. Apesar de tudo viveu, no seu interior, algumas tensões provocadas por grupos extremistas.

Em 01 de maio de 1975, o Regimento passa a designar-se por RAL e transfere-se para as atuais instalações da Cruz de Areia, antigo quartel do Regimento de Infantaria N.º 7, entretanto extinto.

Em 1976, no âmbito da reestruturação do Exército, é decidido criar a 1.ª Brigada Mista Independente, não só para satisfazer compromissos internacionais, como para incentivar a melhoria da preparação técnica e tácita dos seus militares. Ao RAL é cometida a responsabilidade de levantar o seu GAC. Assim, em 01ABR77, juram bandeira os recrutas do 1.º turno da ER-77 que integraram a 1.ª Bateria de Bocas de Fogo (1Btrbf). As escolas de recrutas seguintes servem para alimentar o levantamento da Bateria de Comando e das 2.ª e 3.ª Btrbf. Em maio de 1979, é recebido o novo Obus 105mm/22 M101A1 para equipar as Btrbf.

O GAC da 1.ª BMI permanece no RAL até 10ABR91, data em que é definitivamente transferido para as atuais instalações no Quartel da Artilharia, no Campo Militar de Santa Margarida. O RAL entra num período essencialmente voltado para a instrução, nomeadamente de condutores.

Em 1993, o RAL recebe a designação de Regimento de Artilharia N.º 4, continuando sediado no quartel da Cruz da Areia, em Leiria.

Mais recentemente, é cometido ao Regimento a formação e enquadramento do GAC da Brigada Aerotransportada Independente (BAI). Assim, a 26NOV96 é transferida para a Unidade a 1Btrbf, iniciando-se depois a constituição das restantes baterias. Esta Btrbf estava inicialmente equipada com o Obus M101A1, tendo sido substituído, em 1998, pelo Obus M119 105mm/30/ m98 Light Gun, material este que equipa atualmente todas as Btrbf do Grupo. Em maio de 2004, o GAC é transferido para o Comando da Brigada de Intervenção (BrigInt), passando a ser a unidade de apoio de fogos desta Brigada. Em julho de 2008 é transferido para a Brigada de Reação Rápida (BrigRR), herdeira das unidades da extinta BAI, a qual integra, atualmente.

Dia festivo O Dia da Unidade é comemorado, por Despacho N.º 29 de 19 de fevereiro de 1990 de S.Exa. o General CEME (Ordem do Exército N.º 3, 1.ª Série de março de 1990) a 29 de junho, data do Decreto-Lei que, em 1927 concede pela 1.ª vez à cidade de Leiria um Regimento de Artilharia.


TOPONÍMIA


Parada General Barros Rodrigues

O General José Filipe de Barros Rodrigues (1890 – 1957), foi mobilizado para a guerra em França como Alferes da 3.ª Bataria do 1.º Grupo de Batarias de Artilharia (1.º GBA) do Corpo Expedicionário Português (CEP). Embarcou em 31 de março de 1917 e foi promovido a Tenente em outubro desse ano. No combate de 9 de abril de 1918 (Batalha de “La Lys”) era Comandante da 3.ª Bataria do 1.º GBA que apoiava a 6.ª Brigada de Infantaria na defesa do setor de Neuve Chapelle. A Bataria do Tenente Barros Rodrigues era a mais avançada do Grupo e apesar de ter sofrido muitas baixas durante a madrugada, pelo fogo da artilharia alemã, permaneceu na sua posição até às 11h00 da manhã, quando os nossos infantes, em retirada, passaram pela sua Bataria, informando que os alemães vinham avançando e estavam já próximos da Bataria.

Apesar da sua Bataria ser a mais avançada, foi a última do seu Grupo a retirar, permanecendo em posição a fazer fogo até esgotar as munições. O Tenente Barros Rodrigues foi condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª Classe e após o fim da guerra foi promovido a Capitão por distinção e condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada do Valor Lealdade e Mérito “pela energia e dedicação pelo serviço que sempre demonstrou durante a sua longa permanência nas linhas como Comandante de Bataria, evidenciando o seu sangue frio e coragem nos momentos de perigo e altas qualidades de comando, designadamente no combate de 9 de Abril de 1918, em que tendo a sua posição próximo de Croix Barbée nela se conservou até se esgotarem as munições, sendo a última Bataria do 1.º GBA a cessar fogo, apesar do inimigo estar próximo da posição, e dando ordem de retirada ao pessoal do seu comando procurou ainda, através dos campos, juntar-se a qualquer outra Bataria, indo depois à sede da 6.ª Brigada de Infantaria que encontrou destruída retirando então para junto do Comando da Artilharia da 2.ª Divisão.” O 1.º GBA onde serviu Barros Rodrigues, foi também condecorado com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª Classe e esta condecoração foi herdada pelo Regimento de Artilharia N.º 4 (Leiria), após a extinção do Regimento de Artilharia N.º 2 (RA2).

José Filipe de Barros Rodrigues era natural de Vila Real de Trás-os-Montes, e após frequentar o Colégio Militar escolheu a carreira das armas, ingressando no curso de Artilharia, na Escola do Exército. Tinha 27 anos quando foi mobilizado pelo RA2, integrando o 1.º GBA do CEP, que embarcou para França. A experiência que viveu na guerra enriqueceu o seu espírito de missão e o seu caráter, que aliados às suas qualidades intelectuais, o guiaram no desenvolvimento de uma carreira brilhante até General.

Em 1927, já como Major, foi nomeado professor na Escola Militar (atual Academia Militar), onde esteve durante 12 anos. Como Tenente-Coronel foi Chefe da Divisão de Fotogrametria, dos Serviços Cartográficos do Exército, e professor do Curso de Estado-Maior da Escola Central de Oficiais.

Em 1938, já Coronel, foi Chefe do Estado-Maior da Missão Militar Portuguesa de Observação durante a Guerra Civil de Espanha, e Procurador à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo, fazendo parte da Secção de Defesa Nacional durante duas legislaturas: a primeira entre 1935 e 1938 e a segunda entre 1938 e 1942.

Como General foi nomeado Chefe do Estado-Maior do Exército na fase final da 2.ª Guerra Mundial (1945), cargo em que teve um papel importante na cedência da Ilha Terceira aos Estados Unidos da América, para a utilização da Base das Lages, nos Açores. Dez anos depois, em 1955, ainda como Chefe do Estado-Maior do Exército, deslocou-se a Goa, para avaliar a situação militar num momento de grande ameaça externa à soberania portuguesa, em que foi necessário reforçar o dispositivo militar na India portuguesa.

Passou à situação de reserva em 31 de agosto de 1955, ano a partir do qual foi Presidente da Comissão de História Militar e Vogal do Conselho da Ordem de Torre e Espada até 1957, data em que faleceu com 66 anos de idade.

Ao longo da sua carreira foi agraciado com diversas condecorações, das quais se destacam: Grau de Grande Oficial e Comendador da Ordem Militar de Avis; Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito; Cruz de Guerra 2.ª Classe; Medalha de Ouro da Classe de Bons Serviços, com palma; três Medalhas de Prata da Classe de Bons Serviços, uma delas com palma; Medalha de Mérito Militar 1.ª Classe; Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar; Medalha Comemorativa das Campanhas do Exército Português “França 1917-1918”; Medalha da Vitória; em Espanha Grã-Cruz de Mérito Militar 2.ª Classe com Distintivo Branco, Comendador com placa da Ordem Imperial del Yugo e las Flechas, Cruz Roja del Mérito Militar e Medalha de la Campaña; nos Estados Unidos da América Comendador da Legião de Mérito; em Marrocos Comendador da Ordem de Mehadania e Grande Oficial da Ordem de Ouisssam Alaonite Sherifiem do Sultão; no Reino-Unido Comendador da Ordem do Império Britânico.



Parada Sargento António Martins

O Primeiro-Sargento António Martins (1887 – 1955) revelou grande coragem e extraordinárias qualidades de liderança durante a Batalha de “La Lys”, em 9 de abril de 1918, como Comandante de Secção da 1.ª Bataria, do 5.º Grupo de Batarias de Artilharia (5.º GBA), que estava em apoio à 5.ª Brigada de Infantaria, da 2.ª Divisão, do Corpo Expedicionário Português (CEP), na defesa do setor de Ferme du Bois. O Sargento António Martins era Chefe de Peça (Comandante de Secção na designação atual), e apesar de estar debaixo de intenso fogo da artilharia alemã (desde as 04h30 da madrugada), permaneceu na posição com os seus Soldados, até às 12h00, quando foi cercado pela infantaria alemã, que surgiu pela retaguarda da sua posição (à retaguarda do posto de Chavattes). Capturado pelos alemães, o Segundo-Sargento António Martins, juntamente com alguns Soldados, chegou a ser encostado a uma parede para ser fuzilado, mas tal não aconteceu tendo sido feito prisioneiro dos alemães.

O Sargento António Martins nasceu em 1887, na aldeia de Vilar de Cunhos, do concelho de Cabeceiras de Basto (distrito de Braga), e assentou praça em 1907, no Regimento de Artilharia N.º 4 (Amarante). Em 1914 foi mobilizado para Angola como Cabo da Bataria de Artilharia de Montanha, que combateu nos Cuamatos e nos Cuanhamas, e regressou à metrópole em dezembro de 1915. Em 1916 foi promovido a Segundo-Sargento e integrou o CEP, embarcando para França em agosto de 1917, mobilizado pelo Regimento de Artilharia N.º 4. Já em França serviu no 6.º GBA e no 5.º GBA, até ter sido feito prisioneiro a 9 de abril de 1918 e enviado para o campo de prisioneiros de guerra em Dulmen, na Alemanha, onde esteve até 30 de janeiro de 1919, sendo repatriado para Portugal em fevereiro desse ano.

Foi condecorado com a medalha de Cruz de Guerra 3.ª Classe “por no 9 de abril se conservar sempre ao pé da sua peça, sendo o último a retirar do abrigo e depois de inutilizar a peça.”

Pelo extraordinário desempenho, durante o combate de 9 de abril de 1918 (Batalha de “La Lys”), a sua Bataria foi também condecorada com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª Classe, pela bravura e serenidade que demonstrou na batalha de 9 de abril de 1918, mantendo-se na sua posição, debaixo do bombardeamento, procurando com o seu fogo opor resistência ao avanço inimigo até ser envolvida pelo inimigo. A Bataria em que servia o Sargento Martins estava dedicada a apoiar o Batalhão de Infantaria N.º 10 (BI 10 de Bragança) e manteve o fogo entre as 04h30 m e as 08h00 da manhã, até esgotar as munições. Chegou a fazer tiro direto perante o avanço da infantaria alemã e perdeu duas peças destruídas pela contrabateria alemã.

Após a guerra foi promovido a Primeiro-Sargento, em 1920, e fez a sua carreira profissional como Primeiro-Sargento de Artilharia até ser aposentado em 1940.



Campo de Obstáculos Soldado Augusto Moreira

O Soldado Guilherme Augusto Moreira pertencia ao 3.º Grupo de Batarias de Artilharia (3.º GBA), do Corpo Expedicionário Português (CEP), em apoio da 2.ª Brigada (setor de Neuve Chapelle), e mostrou grande coragem e abnegação no dia 14 de agosto de 1917, quando os alemães realizaram um raid ofensivo, sobre o setor português em Fauquissart e Neuve Chapelle, precedido de um violento bombardeamento sobre a nossa Artilharia. A nossa Artilharia apesar de estar debaixo do fogo das Batarias alemãs, respondeu com eficácia no apoio à nossa Infantaria nas linhas da frente, e foi nesta situação que se destingiu o artilheiro Guilherme Moreira “porque na madrugada de 14 de Agosto de 1917, estando a sua Bataria a ser rijamente bombardeada, não hesitou em acompanhar o respetivo comandante para junto das peças através da barragem, saindo do abrigo afim de acudir ao pedido de S.O.S. feito pela infantaria, demonstrando muita coragem”. Foi louvado também “pela dedicação e competência como desempenhou as funções de apontador da sua peça, na França” e por isso foi condecorado com a medalha de Cobre da Classe de Bons Serviços, com Palma e Cruz de Guerra.

Os três Grupos de Artilharia da 1.ª Divisão (1.º, 2.º e 3.º GBA) sofreram o fogo da Artilharia inimiga, mas o 3.º GBA destacou-se de modo especial, sendo louvado pelo Comandante da Divisão pela ação dos seus militares, durante este ataque alemão de 14 de agosto.

O Soldado Augusto Moreira nasceu em 1895, em Olival Basto, freguesia de Godim, concelho de Peso da Régua, e assentou praça em 1915, no Regimento de Artilharia N.º 4 (Amarante). Em 1917 foi transferido para o Regimento de Artilharia N.º 3 (Santarém) para integrar o 3.º GBA do CEP, que embarcou para França em abril de 1917. O Soldado Guilherme Morreira regressou a Portugal em novembro de 1918, após ter estado de baixa por motivos de saúde durante alguns meses em França.

Após a guerra, em 1919 ingressou no Corpo de Policia Cívica do Porto, mais tarde Polícia de Segurança Pública, onde fez a sua carreira profissional até ser aposentado em 1939.



Sala de Operações Major Seabra da Silva

O Major de Artilharia Pedro José Fernandes Seabra da Silva, foi incorporado na Escola Prática de Cavalaria, em julho de 1989, tendo no início da sua carreira militar prestado serviço em unidades de Cavalaria, vindo a ingressar na Academia Militar em 1993, e concluindo a licenciatura em Ciências Militares - Artilharia em 1998. Colocado, nesse mesmo ano, no Regimento de Artilharia N.º 4 (RA4), integrou a 1.ª Bataria de Bocas de Fogo, que se encontrava em preparação para participar no exercício internacional “ARDENT GROUND 99”, onde demonstrou as suas qualidades técnico-profissionais nas funções de Chefe de Posto Central de Tiro, para atingir os padrões NATO, que permitiriam à sua Bataria representar Portugal nesse fórum.

Após esse período, e fruto da sua reconhecida responsabilidade profissional, foi chamado a participar no levantamento da 2.ª Bataria de Bocas de Fogo, para o Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada Aerotransportada Independe, onde foi esmero na execução das inúmeras tarefas que lhe foram acometidas, permitindo-lhe granjear o respeito junto dos seus pares e reconhecimento junto dos seus inferiores hierárquicos.

Obtendo a qualificação Paraquedista, em 2002 integrou o 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista que participou na Força de Manutenção de Paz, em Apoio das Nações Unidas, em Timor Leste, como Analista da Secção de Informações, sendo reconhecidos os seus feitos pela atribuição de público louvor, onde se realça a sua disponibilidade, e o espírito de responsabilidade e de bem servir.

Entretanto colocado no Regimento de Artilharia N.º 5, comandou a 2.ª Bataria de Bocas de Fogo, e em acumulação a Bateria de Salvas, com participação em inúmeros exercícios, a maior parte com fogo real de obus, sendo de realçar que durante este período se realizou o “EURO 2004”, obrigando a um grande número de cerimónias e demonstrações, onde ficaram bem patentes as sua coragem moral e fidelidade ao serviço.

Em novo cargo é de grande destaque o papel que teve, como Comandante da 1.ª Bataria de Formação de Praças, numa altura de grandes desafios para o Exército, com a extinção do serviço militar obrigatório e a transição para um regime de voluntariado, novo desafio que ajudou a ultrapassar com assinalável êxito.

Já como Oficial Superior, e fruto dos seus conhecimentos na área da formação, desempenhou um cargo na International Security Assistance Force, força internacional da NATO no Afeganistão, onde foi responsável por coordenar todas as atividades relacionadas com o treino dos militares da Aliança Atlântica, recém-chegados ao Teatro de Operações, de forma eficiente e atempada, permitindo a sua ação que os Comandos de Brunssum, de Stavanger e de Heidelberg realizassem exercícios ajustados à realidade do Teatro de Operações do Afeganistão. De regresso a Portugal, desempenhou funções no Comando do Pessoal, como Chefe da Subsecção de Missões, Cargos e Cursos, realizando um trabalho metódico, de sistematização e controlo, que atestou adequada proficiência de todos os militares nomeados para missões e cargos no exterior. Foi ainda Chefe da Secção de Gestão de Carreiras Militares, onde com o seu sentido de lealdade, transparência e sensatez coadjuvou os seus superiores hierárquicos nas melhores decisões no âmbito da administração dos recursos humanos do Exército.

Regressando à sua primeira colocação, o RA4, desempenhou funções de Chefe da Secção de Pessoal, onde através dos seus conhecimentos e métodos conseguiu o cumprimento rigoroso, metódico e atempado dos prazos e procedimentos prescritos no processamento de toda a documentação, relacionada com a gestão dos recursos humanos da Unidade.

Desempenhou novamente funções na NATO, desta feita no Teatro de Operações do Kosovo, como Chefe das Operações Logísticas, empenhando-se na revisão e atualização das Normas de Execução Permanente de carácter logístico, e criando sinergias entre os intervenientes no fluxo logístico, para um otimizado canal logístico da Kosovo Force.

De regresso ao QUATRO de Artilharia, é nomeado Oficial de Apoio de Fogos, da Brigada de Reação Rápida, sendo o seu desempenho reconhecido no seio do Grupo de Artilharia de Campanha 10.5 Rebocado (GAC 10,5 Reb) e da Brigada, em muito fruto dos seus profundos conhecimentos doutrinários, técnicos e táticos na arma de Artilharia. É em acumulação nomeado para o integrar o European Union Battlegroup, num cargo da área logística, demonstrando mais uma vez a sua assinalável capacidade de adaptação em ambiente multinacional.

No início de 2017 é nomeado por escolha para o cargo de 2.º Comandante do GAC 10,5 Reb, fruto do seu reconhecido mérito, dirigindo, coordenando e supervisionando as atividades do Estado-Maior, e traduzindo-se num elemento aglutinador dos seus colaboradores e demonstrando uma lealdade extrema para com os seus comandantes. Ao longo da sua carreira foi agraciado com diversas condecorações, das quais se destacam, a Cruz de São Jorge, a medalha de D. Afonso Henriques, e várias medalhas Comemorativas de Comissões de Serviços Especiais.

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