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                  proferiu a palestra intitulada: Defense Matters?                de vários prémios literários do JE; o Sr. Manuel
                  A agenda e os atores da Diplomacia pública na era               Ribeiro Rodrigues, colaborador de muitos anos,
                  da desinformação.                                               sobretudo no âmbito da Uniformologia e o enge-
                     Segundo a palestrante “A Defesa importa e                    nheiro António Maçanita, enólogo.
                  comunicar Defesa numa lógica de diplomacia                         De distintas gerações e ocupações, estes assí-
                  pública é essencial. Porque comunicar Defesa é                  duos colaboradores e leitores do JE, respondendo
                  muito mais que informar. É dar voz aos nossos                   ao repto lançado pela Direção do JE, relataram a
                  militares, é dar visibilidade aos exercícios opera-             sua interação com o jornal, no passado e no pre-
                  cionais, é deixar para memória futura estórias e                sente, tendo também sido aflorado o papel que o
                  testemunhos. É fazer perdurar o sentido de mis-                 JE poderá vir a ter no futuro.
                  são para as gerações futuras. Neste contexto, a                    O colóquio serviu, ainda, de palco para a reali-
                  celebração dos 60 anos do Jornal do Exército e                  zação de uma homenagem a um dos mais antigos
                  já agora a partilha desse espaço com uma civil e                e constantes colaboradores do JE, Baptista Men-
                  académica é por si só simbólico que a sua razão                 des, um dos nomes grandes da Banda Desenhada
                  de existência permanece, mesmo que se sinta ne-                 (BD) nacional, que no JE, ao longo de 19 anos (en-
                  cessidade de apostar em novas estratégias edito-                tre 1965 e 1983), através das inúmeras pranchas e
                  riais, de comunicação ou de divulgação”.                        capas que desenhou, foi aperfeiçoando a técnica
                     O colóquio, que se realizou no dia 8, foi mode-              e expondo o seu talento e criatividade, como fez
                  rado pelo Tenente-General Sousa Pinto, Presiden-                questão de sublinhar nas palavras de agradeci-
                  te da Comissão Portuguesa de História Militar,                  mento que proferiu.
                  e contou com a presença de quatro oradores: o                      Nestas seis décadas muito mudou no JE. Ins-
                  Tenente-General Oliveira Cardoso, ex-Vice-Chefe                 talações e colaboradores, permanentes e eventu-
                  do Estado-Maior do Exército; o Tenente-Coronel                  ais, pela adequação do dispositivo do Exército a
                  Abílio Lousada, historiador militar e vencedor                  novas realidades e, naturalmente, pela inevitável
                                                                                  passagem do tempo. Conteúdos, design, formato
                    Suplemento alusivo aos 60 anos do JE                          e até o papel pela necessidade de adaptação aos
                                                                                  diferentes contextos em que a publicação do JE
                                                                                  foi tendo lugar.
                                                                                     Por isso, a evocação que se impõe deste já
                                                                                  vasto passado, próprio destas datas especiais,
                                                                                  em tão reduzidas linhas, pecará sempre por de-
                                                                                  feito. Ainda assim, arriscamos fazer uma sínte-
                                                                                  se de rubricas emblemáticas e relembrar apenas
                                                                                  alguns dos muitos colaboradores. Desde o início
                                                                                  e durante décadas, a BD e o humor foram uma
                                                                                  presença constante no JE. A primeira, essencial-
                                                                                  mente, pelas mãos do já citado Baptista Mendes
                                                                                  e de Augusto Trigo e de José Pires, outros dois
                                                                                  grandes nomes da BD nacional.
                                                                                     O humor – através de rubricas como Bom Hu-
                                                                                  mor na Tropa, Piadas de Caserna ou a Anedota
                                                                                  – deixou saudade, pela sátira crítica e assertiva
                                                                                  de usos e costumes militares. João Benamor, Zé
                                                                                  Manel e Vicente da Silva foram os seus autores.
                                                                                     Na informação, em diferentes vertentes, re-








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