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Atualidades .29
COOPERAÇÃO
“
Atualmente, o comando da NRF é
rotativo, sendo partilhado entre os
dois Comandos de Forças Conjuntas
na Aliança (Nápoles e Brunssum)"
[TCor Inf Luís Bernardino]
ta por Forças terrestres, navais, aéreas e de ope-
rações especiais, as quais a Aliança pode projetar
e empregar de forma rápida, onde for necessário.
Atualmente, o comando da NRF é rotativo, sen-
do partilhado entre os dois Comandos de Forças
Conjuntas na Aliança (Nápoles e Brunssum). A
cada ano par (2020), o JFCBS constituiu-se como
o Comando da NRF (certificada) e em standby e
a cada ano ímpar (2019) este Comando assume
a responsabilidade pelo aprontamento da Força.
Além da NRF, este Comando operacional tem,
ainda, a seu cargo o apoio à missão no Afeganis-
tão, a Resolute Support Mission (RSM); os Bat-
tlegroups multinacionais sediados nos países do
Báltico e na Polónia e que fazem parte da designa-
da NATO enhanced Forward Presence (eFP), a es-
tratégia da NATO junto à fronteira com a Rússia
destinada a enviar um sinal claro de que um ata-
que a um dos países membros será considerado
um ataque a todos os membros da Aliança. Estão
2 A NRF foi anunciada pela primeira vez na Cimeira de Praga
(2002) e o seu conceito aprovado pelos Ministros da Defesa da
Aliança (2003), em Bruxelas. Nas palavras do General James
Jones, o então Comandante Supremo Aliado da Europa, a NATO
deixaria de possuir as tradicionais Forças convencionais dos tem-
pos da designada Guerra Fria, pesadas e volumosas, e passaria
para uma nova estrutura de Forças. Estas, mais ágeis e operacio-
nais, atuariam num sistema de prontidão e resposta graduada,
oferecendo à Aliança uma maior capacidade de resposta imediata
às novas tipologias de ameaças previstas para o século XXI.
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