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                                                                                           ROTEIROS MILITARES







            introduziram-se canhoneiras para peças de artilharia e
            acrescentaram-se guaritas nos ângulos das muralhas.
            Transformações que se estenderam ao século XVIII.
               Depois de passar as Portas da Vila continue, através
            do adarve ou da Rua do Corro, para o lado sudeste da
            fortaleza. Aí, delimitado por dois cubelos retangulares,
            um  dos  quais  com  uma  guarita,  encontra-se  o  Postigo
            do Torrejão, acesso menor que comunica com a barbacã.
            Este pano da muralha é reforçado por obra, já do século
            XVIII, tipo tenalha, denominada do Cubelo, composta
            por dois baluartes irregulares.
               Continuando o percurso, preferencialmente pelo
            adarve, donde se tem a melhor vista, chega agora ao
            lado poente da fortaleza, o mais escarpado e, por isso,
            o mais inacessível do exterior, razão pela qual os mu-
            ros aqui são de reduzida altura. Segundo o prior frei                                        Portas do Ródão,
            Miguel Viegas Bravo, autor das  Memórias Paroquiais                  Fonte: Direção-Geral do Património Cultural/SIPA
            de Marvão, em 1758, o muro servia “mais para não
            deixar cair os de dentro, do que impedir a entrada aos
            de  fora”.  Hoje  não  é  diferente,  por  isso  tenha  cuidado
            ao avançar pelo adarve.
               Pelo caminho irá encontrar várias guaritas e um
            pequeno jardim e a aproximação ao castelo é anuncia-
            da pelas suas torres e muralhas e por outro aprazível
            e maior jardim.
               O  ex-libris  da praça-forte está agora diante de si.
            Contemple-o e prepare-se para subir um pouco mais.
               Ali ao lado, na Igreja de Santa Maria, está o museu
            municipal. Não deixe de o visitar, pois também inte-
            gra, nas suas coleções, alguma armaria, restos de um
            passado outrora bélico.
               O mais roqueiro dos castelos nacionais e monumen-
            to nacional desde 1922 é composto por dois recintos                                                  Castelo,
            distintos, mas contíguos, precedidos de uma entrada                  Fonte: Direção-Geral do Património Cultural/SIPA
            fortemente defendida, dividida em três áreas. A pri-
            meira  é  hoje  facilmente  transponível  por  ausência  de   a torre de menagem, a pequena cisterna, os antigos
            porta. A segunda alberga no seu interior, as latrinas    paióis  e a  Porta da  Traição  e  por  esta tem-se  acesso ao
            e a grande cisterna. Dois cubelos semicirculares es-     baluarte de São João, o ponto mais a norte da fortaleza.
            treitam e protegem a passagem à terceira área, que é     Dois pequenos edifícios e dois cubelos completam o
            dominada por uma torre quadrada – a da Bandeira – a      segundo recinto.
            que se acede através do primeiro recinto, o albacar, o      Bom passeio!
            maior e com uma planta irregular alongada, onde ainda
            existem os antigos edifícios do forno do assento e do    Notas:
                                                                     * Natural da Península Ibérica islamizado ou nascido de um
            Corpo da Guarda. O segundo recinto, muito menor, mas     casamento misto cristão-muçulmano.
                                                                     ** Caminho no topo do lado interior de uma muralha, onde
            o principal reduto defensivo de Marvão, é onde estão     se circulava para vigiar e defender uma fortificação.


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