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Editorial .03
Major-General
Inspetor-Geral do exércIto
Luís NuNes da FoNseca
Comando tempestivo e eficaz
no atual contexto, comple-
xo, imprevisível e sujeito ao
escrutínio dos media e redes
O sociais, carece de um meca-
nismo de retroação fiável, que avalie o impacto
e efeitos das ordens e diretrizes emanadas, a fim
de viabilizar, oportunamente, a correção de even-
tuais desvios ou uma reorientação nos objetivos.
A Lei Orgânica do Exército sublinha a crucial
importância do controlo, ao cometer à Inspeção- ou disfuncionamento de um dado organismo,
-Geral do Exército (IGE) a missão de “(...) apoiar equipamento ou infraestrutura, com o intuito
o CEME no exercício da função controlo e avalia- de aplicação da correspondente sanção, mas, ou-
ção (...)”. Mas, a par do conceito de controlo e trossim, conhecer o melhor possível a situação,
avaliação, cuja relevância e utilidade são inques- os problemas e as insuficiências, na ótica da sua
tionáveis, importa clarificar e atenuar a conota- minimização ou erradicação. O controlo foca-se,
ção negativa, por vezes associada ao termo ins- assim, nas derivações face ao planeado, com vis-
peção. ta à aplicação das melhores soluções ou medidas
À IGE incumbe, com efeito, a realização de corretivas mais recomendáveis.
inspeções, bem como tarefas de fiscalização, Fiel à sua divisa, a IGE pugna pelo cumprimen-
nomeadamente, do “(...) cumprimento das nor- to cabal da sua missão com distintiva qualidade e
mas legais em vigor e determinações do CEME.” rigor, alicerçada no conhecimento, competência
Porém, a diferença substancial reside, justamen- e inovação, cultivando os valores que lhe são ca-
te, na sua finalidade. Não é o objeto primário ros, como a Isenção e a Transparência, procuran-
das inspeções identificar, propriamente, os res- do continuamente “acercar-se para melhor com-
ponsáveis pela deficiente gestão, inoperância preender e ajudar”. JE
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