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Cultura & Lazer
UMA VISÃO DA HISTÓRIA
para quem gosta de colecionar figuras portu- arame, ou utilizando cópias, previamente feitas
guesas e, não encontrando nada no mercado, para o efeito, de peitos e pélvis, que abreviam
tinha de recorrer à modificação de figuras de muito tempo de trabalho. Depois, escolho uma
outras marcas. pose em que vou trabalhar e seguidamente come-
Já as do CEP, que têm uma escala um pouco ço a selar com massa, geralmente com massa da
maior (54 mm) servem para serem usadas em marca GreenStuff, um produto bicomponente e
pequenos cenários, em bases individuais ou bicolor, azul e amarelo, que depois de misturado
em pequenas vinhetas. fica com a cor que lhe dá o nome.
JE: Como apareceu a ideia de fazer figuras Muitas vezes uso cabeças comerciais (de
da nossa Guerra do Ultramar? miniaturas à venda no mercado), tanto na es-
VC: Como em 2021 se assinala os 60 anos do cala de 1/35 mm com na de 54 mm, que modi-
início desta guerra, quis divulgar algumas pe- fico previamente para as poder utilizar. Tam-
ças que fiz relativas a este conflito e que fazem bém costumo fazer cabeças de raiz, utilizando
parte do catálogo da minha marca. caveiras (também à venda no mercado), às
JE: Como não existem no mercado peças quais adiciono massa de modelar para chegar
originais para construir ou pintar de milita- ao efeito que pretendo.
res portugueses na Guerra do Ultramar, como As ferramentas e materiais usados vão des-
é que faz para criar essas peças? de o simples palito, passando pelos utensílios
VC: É, precisamente, isso que vou explicar. A de dentista, até pincéis de ponta de borracha.
construção destas figuras designa-se scratch, que Aplico também, para suavizar a massa, gordu-
significa a sua total produção, desde a raiz até ao ra de cavalo para sapatos.
seu terminus. JE: Criar uma figura parece-nos um pouco
Começo quase sempre por um esqueleto em complicado. Dá muito trabalho?
JE
JE 707– MAR21 707 – MAR21
707_Mar21_JE.indb 43 05/07/2021 16:00:36

