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                                                                                                 ROTEIROS MILITARES






                                                                              Restam,  ainda,  quatro  fortes  para  visitar.  A  oeste,
                                                                           a caminho do mar, os fortes do Grilo e do Passo. Para
                                                                           sul, na direção de Lisboa, os da Feiteira e da Archeira.
                                                                           Está,  pois, perante um dilema: por onde ir? Se  o seu
                                                                           destino final é para oeste ou quer terminar o passeio a
                                                                           ver o pôr do sol no mar opte, primeiro, por ir aos for-
                                                                           tes  da  Feiteira  e  da  Archeira,  para  depois  seguir  para
                                                                           os  do  Grilo  e  do  Passo.  Se  a  opção  é  rumar  a  sul  faça  o
                                                                           inverso, visitando em primeiro lugar estes dois fortes.
                                                                              O do Grilo está situado a sul de Ponte do Rol e de-
                                                                           fendia o vale do Sizandro e a estrada para Mafra. Tinha
                                                                           um posto telegráfico que o ligava a São Vicente. O For-
                                                                           te do Passo, perto de Bececarias, destaca-se pelo seu
                  O CILT de Torres Vedras      Fonte: RHLT                 velho moinho, que lhe serviu de paiol. Os da Feiteira e
                     Na Praça 25 de Abril, lembrando as provações e ho-    da Archeira defendiam os vales de Runa e da Ribaldeira
                  menageando as gentes daquela época, encontra-se o        e surgiram como reforço ao traçado inicial das Linhas,
                  monumento evocativo da Guerra Peninsular (1807/14).      para colmatar uma estratégica lacuna defensiva. Com
                  Também ali estão a Igreja e o Convento de Nossa Se-      o  Forte  de  Catefica,  seu  vizinho,  localizam-se  na  serra
                  nhora da Graça, que durante a 1.ª Invasão Francesa       da Archeira. Todos  acumulam já o desgaste de  dois  sé-
                  albergaram,  respetivamente,  um  armazém  do  Comis-    culos de existência, mas a vista que deles se tem jus-
                  sariado britânico e um hospital de campanha, e hoje      tifica a visita.
                  acolhem o Museu Municipal Leonel Trindade, um es-           Bom passeio!
                  paço dedicado à Arqueologia e à História do concelho
                  de Torres Vedras e que conta entre as suas exposições
                  uma dedicada à Guerra Peninsular.
                     Depois de os visitar siga em direção ao castelo, lo-
                  calizado no coração da antiga vila e não muito distan-
                  te. Dele foi alcaide o célebre D. Fuas Roupinho e nele
                  residiram diversos monarcas, entre os quais D. João I,
                  que aqui  reuniu o Conselho para  decidir sobre  a  con-
                  quista  de  Ceuta.  Tal  como  em  muitos  outros  casos,  da
                  edificação medieval original já pouco resta. Apenas a
                  cerca oval e alguns vestígios românicos na Igreja de
                  Santa Maria, que fica intramuros. Ao chegar à porta
                  do castelo é inevitável reparar nas duas esferas armi-
                  lares que a encimam e decoram. Datam do reinado de           As duas esferas armilares na entrada do Castelo de Torres Vedras
                  D. Manuel I, precisamente, a época em que ocorreram
                  as primeiras grandes obras que o adaptaram ao tiro de
                  artilharia. Depois de três séculos passados, em que a
                  ruína por lá se foi instalando, a edificação das Linhas
                  deu-lhe nova vida, pela importância da posição que
                  possuía os melhores ângulos de tiro da zona para a
                  artilharia, constituindo-se como o Forte n.º 27, dota-         Fonte : RHLT
                  do de sete canhoneiras, uma bateria à barba e várias
                  obras defensivas.



                                                                                                                   JE  707– MAR21



         707_Mar21_JE.indb   47                                                                                              05/07/2021   16:00:39
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